Sinduscon: Organizar o setor para fortalecer a Construção Civil

By Macodesc | Initial | Posted at 17:19
Entrevista com Diretor Administrativo da Macodesc e presidente do Sinduscon, Elias Lunardi

Imagem gentilmente cedida pelo Jornal Gazeta Catarinense


O fortalecimento do setor de Construção Civil depende significativamente de sua organização e das parcerias estabelecidas. O Sinduscon é uma das maiores referências, defendendo bandeiras como a Educação e profissionalização nos serviços prestados

         O fortalecimento da Construção Civil, depende significativamente do trabalho coletivo das empresas que, associadas, conseguem criar alternativas para a profissionalização e melhoramento da qualidade da prestação e venda de serviços. Com uma população regional de mais de 166 mil habitantes nos 38 municípios de abrangência do Sindicato da Indústria da Construção Civil, o Sinduscon possui o total de 352 indústrias cadastradas neste setor de base, sendo que o número de trabalhadores na Construção Civil somam mais de mil, o que equivale, a 3,7% dos trabalhadores na região.

         Com a promoção de inúmeras parcerias, o Sinduscon tem investido na principal bandeira de defesa junto a Fiesc: A Educação. Segundo o presidente do sindicato, Elias Rogério Lunardi, os associados tem a oportunidade de participar de fóruns regionais, eventos de renome e também de oficinas, sobre as quais, os trabalhadores da Construção Civil usufruem como forma de melhoramento na sua atuação profissional.

CRESCIMENTO NO SETOR

         Além da qualificação profissional destacada por Lunardi, outro elemento tem refletido no avanço deste mercado. Segundo ele, a elevação nos valores dos financiamentos habitacionais pelo programa federal impulsionou o setor.

Ele explica que um dos motivos para o impulso foi o fato de o programa “Minha Casa, Minha Vida” enquadrar imóveis maiores, mais confortáveis, com melhores acabamentos e mais atrativos ao comprador.  Além disso, Lunardi destaca que com a transformação do território em Região Metropolitana, o teto para financiamento no programa Minha Casa Minha Vida passou de R$ 80 mil para R$ 145 mi, o que segundo ele, possibilitou uma maior adesão a empreendimentos na área da construção civil.

Segundo informações fornecidas pela Caixa Econômica Federal, em São Miguel do Oeste, por exemplo, em 2012 a Caixa realizou 129 contratos de financiamento habitacional pelo programa, totalizando R$ 8,3 milhões liberados. Em 2013, com a nova lei, o número de contratos aumentou para 202, um acréscimo de 56,5%. O valor liberado também aumentou, saltando para R$ 16,3 milhões, um aumento de 96,3%. Lunardi explica que ainda existe a tramitação de uma lei para que se aumente o valor dos financiamentos. “Isso significa um voto de otimismo no setor”, enfatiza.

         Lunardi ainda garante que não há uma perspectiva de o Brasil sofrer com a Bolha Imobiliária, como aconteceu nos Estados Unidos. “Possuímos muitas regras, exigências que mantem o mercado ainda bastante monitorado”, explica.

PLANEJAMENTO

         Lunardi enfatiza que o planejamento do setor é um dos pontos principais para o desenvolvimento da construção civil. Segundo ele, entre as ações constantemente empenhadas pelo Sinduscon, estão a criação do Kit Associado e o aumento de empresas neste núcleo, participação da reforma tributária e plano diretor nos municípios da região que estão promovendo as respectivas revisões, principalmente no que se refere a alíquota de ISSQN.

         O presidente ainda destaca a importância de manter os convênios com laboratórios, entidades, com as casas ligadas a FIESC - SENAI/SESI/IEL, para promover cursos profissionalizantes, saúde e segurança do trabalhador, controle e pesquisa tecnológica, eventos tais como a realização de Workshop regional de segurança, além de palestras técnicas e inserção de mulheres no mercado de trabalho. “Atualmente a construção civil tem uma importante participação no movimento econômico da indústria, por essa razão, o Sinduscon procura fazer com que o seu associado participe de treinamentos, trabalhe a especialização e profissionalização e gere, maior qualidade de trabalho e de serviços”, finaliza.

 

Fonte: Caderno da Construção Civil, encartado no jornal Gazeta Catarinense.

Data de publicação: 28/11/2014.



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