A arquitetura popular de Lina Bo Bardi

By Macodesc | MACODESC SÉRIES | Postado às 11:12

Achilina di Enrico Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi é uma das mais importantes arquitetas da arte latino-americana. Nascida em cinco de dezembro de 1914 em Prati di Castello, em Roma, teve uma infância difícil e uma trajetória escolar repleta de ocorrências nada convencionais. Depois de cursar o Liceo Artistico de Roma, concluiu sua graduação com o trabalho “Núcleo Assistencial da Maternidade e da Infância.” Em 1940, preocupada com a instabilidade política de Roma e a ascensão do Fascismo, se mudou para Milão onde passou a estudar com os arquitetos Carlo Pagani e Gio Ponti, esse último muito renomado, que passou a exibir as obras de Lina nas revistas Grazia, Belleza, Vetrina e L’illustrazione Italiana.

Após as publicações, o trabalho de Lina passou a ganhar notoriedade, chegando a criar seu próprio escritório. Porém, em 1943, em plena segunda guerra mundial, começa a enfrentar dificuldades para conseguir novos clientes e seu escritório é bombardeado durante a guerra. Esse episódio foi o motivador para mudar o direcionamento do seu trabalho. Ela conhece o arquiteto Bruno Zevi, e funda sua própria revista sobre arquitetura. Com publicação semanal, a Cultura da Vida foi um grande sucesso entre os profissionais da área. Após o fim da guerra, Lina casa-se com o jornalista Pietro Maria Bardi e muda-se para o Brasil, tornando-se uma cidadã brasileira.

Apaixonada pela natureza e arquitetura da cidade, faz de São Paulo a sua casa, e deixa um legado incrível na Casa de Vidro, MASP, SESC Pompeia, entre outros. Finalmente, consegue aplicar o seu conceito de arquitetura moderna, mesclando com a cultura popular da cidade. Esses dois estilos começam a fazer parte das obras de Lina, que acaba preenchendo o uso popular cotidiano. Lina dizia que não nasceu no Brasil, mas escolheu o lugar para viver. “O Brasil é meu país duas vezes, e eu me sinto cidadã de todas as cidades, desde Cariri ao Triângulo Mineiro, às cidades do interior e da fronteira.”

Além de ser uma grande pensadora, Lina anotava tudo o que via ao redor da cidade, e usava suas experiências antes de fazer qualquer desenho à mão. Usou muitas características culturais, agregando sentimento às obras. Foi arquiteta, artista plástica, cenógrafa e professora. Lina faleceu em 20 de março de 1992, com 78 anos, em São Paulo.

Lina participando da construção do MASP, local em que teve participação efetiva

A casa de vidro, de Lina Bo Bardi

SESC Pompeia

Escada de Lina, no Sonhar do Unhão, na Bahia


Para conhecer mais sobre Lina: https://goo.gl/nM8vhT

Fonte: https://goo.gl/nM8vhT



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