Mercado Imobiliário

By Macodesc | Inicial | Postado às 10:14
Um mercado transparente


Alguns veículos de comunicação têm divulgado notícias sobre atrasos de obras de empreendimentos imobiliários, como se construtoras ou incorporadoras fossem deliberadamente responsáveis pelos mesmos. Não é o que ocorre. Tais demoras não são generalizadas e boa parte das obras está cumprindo os prazos contratuais. Atrasos não interessam às construtoras por prejudicá-las do ponto de vista financeiro e de imagem.

As notícias deixam de informar que o aumento do número de reclamações é proporcional à elevação do número de obras. Em 2010 e 2011, acumulou-se a execução simultânea de obras, porque muitas delas deveriam ter sido iniciadas em 2009, mas foram adiadas diante da incerteza provocada pela crise.

Também contribuiu para os atrasos a escassez de mão de obra especializada. Um grande contingente sem experiência foi contratado nos últimos anos, o que diminuiu a produtividade. As construtoras estão treinando o pessoal nos canteiros e elevando a produtividade. E se espera que o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) traga mais trabalhadores para o setor.

As construtoras tiveram que despender tempo, energia e recursos com o aumento do número de pedidos de licenciamento das edificações sem que os órgãos públicos estivessem aparelhados para tanto, e com as novas e complexas exigências técnicas para essas aprovações. Muitos órgãos têm procurado se aparelhar para agilizar os procedimentos e o SindusCon-SP tem orientado as construtoras sobre como instruir corretamente seus pedidos de licenciamentos.

Os altos custos e encargos de produção têm dificultado investimentos na elevação da produtividade na construção. Mesmo assim, muitas construtoras estão investindo em tecnologia. Ela será acessível a um maior número de empresas do setor se o governo flexibilizar a legislação trabalhista do setor e facilitar tributariamente a importação de equipamentos, inclusive liberando as gruas e outros implementos seminovos que se encontram encostados em países da Europa por conta da crise que assola aquele continente.

Outro fator: de janeiro a maio de 2011 houve chuvas sem precedentes, que prejudicaram o andamento das obras e o fornecimento de materiais de construção nos canteiros.

Um pequeno número de empresas pode ter cometido erros de planejamento causados ou pela herança de décadas de baixo ritmo de produção quando a construção foi relegada a segundo plano, ou pelo otimismo que contagiou o setor e o levou a crescer acima do PIB nos últimos anos.

Mas esses equívocos já foram reparados. Tanto é assim que o número médio de dias de atrasos em obras já caiu 30% desde dezembro de 2010. A tendência é colocar em dia os cronogramas de execução dos empreendimentos imobiliários. Importante: não há obras imobiliárias paradas, sinal de que o setor está sadio.

 

Publicado em: Folha de São Paulo, Janela

Data de publicação: 26/02/2011

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