CBIC espera crescimento de 5,2% no PIB da construção em 2012

By Macodesc | Inicial | Postado às 10:04
Segundo estudo, índice vai superar o deste ano, que deve fechar em 4,8%. Setor se manteve em alta em 2011, mas em ritmo menor em comparação a 2010.

 

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou ontem (8), em Brasília, os resultados do balanço da construção civil em 2011. De acordo com o estudo, o setor se manteve em alta em 2011, mas em um ritmo menor do que em 2010. O estudo ressalta também que as perspectivas para os próximos anos são otimistas. Para 2012, a expectativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresça 5,2%, ante 4,8% previsto para este ano.

As principais razões para a manutenção do crescimento em 2011 foram, segundo a CBIC, a maior oferta de crédito imobiliário, o aumento do emprego formal, o crescimento da renda familiar, a estabilidade macroeconômica, as mudanças no marco regulatório do mercado imobiliário (Lei 10.931/2004) e melhor previsibilidade da economia, tornando mais factíveis os negócios imobiliários. Além disso, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) auxiliaram no crescimento da atividade do setor.

"A construção está ajustando o seu processo de crescimento. Está buscando o equilíbrio para conseguir produzir de acordo com as necessidades do País. E não é novidade que o segmento está procurando superar os vários desafios que tem encontrado. Dificuldades com a contratação de mão de obra qualificada, com a locação de máquinas e equipamentos e com a dilatação do prazo para entrega dos materiais por parte dos fornecedores são somente alguns deles", diz o estudo.

De acordo com a CBIC, as perspectivas são boas, seguindo a linha dos últimos anos. O estudo destaca que o Brasil continua crescendo e ainda tem que suprir um déficit habitacional elevado, aumentando a atividade da construção. Juntamente com isso, há oferta de crédito, emprego formal e renda em expansão.

Durante a apresentação do estudo, Paulo Simão, presidente da CBIC, afirmou que o Brasil não sofre o risco de vivenciar uma bolha imobiliária, pois o mercado é extremamente regulado, a qualidade do crédito é alta - com baixa inadimplência - e a relação entre crédito e o PIB está bastante aquém de outros países, como o México, por exemplo.

Simão também afirmou estar tranquilo com a quantidade de crédito disponível no mercado, mesmo com a perspectiva de esvaziamento dos recursos da poupança. Para ele, o mercado irá, no devido tempo, regular essa questão. "Nosso problema não é o funding. Já temos recursos garantidos para trabalhar no próximo ano. O que falta é agilidade por parte do governo", disse em relação ao desenvolvimento de outras fontes, como a securitização e os covered bonds.

 

Fonte: PINIweb - http://www.piniweb.com.br

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